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Despertarosentir

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Luz

01
Ago21

Efeitos da pandemia


Isaurinda baltazar

Tenho notado ultimamente, ou melhor desde a pandemia, que muita gente anda há descoberta do seu País.

Encontram aldeias perdidas, ribeiros, praias fluviais e muito mais...

Noto uma procura desenfreada, por algo que ainda ninguém viu.

Tiram fotos a casas velhas, como se conseguissem decifrar a história das paredes.

Procuram saciar a curiosidade, pelo desconhecido. Hoje até visitam quintas e montes, que sempre estiveram ali.

Eu pergunto, o que procuram?

Tudo têm história, mistério e isso o tempo apagou grande parte.

Porque não! Serem pastores por um dia!

Ou agricultores!

Mas certamente, será uma mais valia, para o desenvolvimento das terras pequenas. Que actualmente estão lotadas de imigrantes " trabalhadores rurais ".

E por falar em turismo, encontrei esta fonte com azulejos antigos, junto à Nacional 2.

Alguém viu?

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28
Jul21

Porquê...


Isaurinda baltazar

O porquê, pergunta?

O porquê, responde...

O porquê, dá respostas, e ensina desde o início da nossa vida.

É através do porquê, que aprendemos, orientar a nossa vida.

O porquê, pergunta o que ainda não sabemos.

Ou o que não conseguimos entender.

O porquê, responde numa tentativa, de desvendar, a pergunta.

A resposta porquê, tenta levantar o véu dos segredos escondidos.

Na dança dos porquês?

Muito se aprende.

É só aprender a dançar com os porquês?

O porquê, na resposta dá para ver, tudo o que queremos saber.

E também muitas vezes, o que já sabemos, e não aceitamos.

Basta equilíbrio entre o porquê, pergunta?

E o porquê resposta.

26
Jul21

Dia mundial dos avós


Isaurinda baltazar

Nos tempos da fantasia.

Cresci ao lado de avós maravilhosos.

Avós que me ensinaram tanto...

Avós que deixaram saudade.

Saudade que têm cheiro, a sabão na água, cheiro a lume na lareira.

Saudade que têm, a cor da luz do sol, entre as folhas das árvores.

Saudade que têm som da chuva, a correr nas pedras da rua.

Saudade têm o som dos cães a ladrar na noite.

Avós que me ensinaram, o sentido do amor paciente.

Avós que vivem em mim, numa saudade , e a gratidão por ter conhecido o amor de avós, amor, carinho, cuidado.

Hoje gostava de ter feito mais, mas não era para ser assim.

E tenho em mim, recordações que vivem comigo.

AVÓS, sábios e corajosos.

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23
Jul21

" Empregada de limpeza "


Isaurinda baltazar

Quero deixar aqui o meu Obrigado, a todos os auxiliares de limpeza, técnicos de limpeza e voluntários.

Que limpam seja o que for, e mesmo assim, continuam a ser discriminados, como se o seu trabalho, não fosse essencial, para um mundo mais limpo.

Continuam a ser chamadas de " Empregada de limpeza " , como algo, que não faz parte da sociedade!

Pois todos os que trabalham, em limpeza, nos dias de hoje.

Merecem todos o nosso Obrigado, arriscam a sua vida, a sua saúde ao estarem expostos, a todo o tipo de vírus, bactérias um sem fim...

Sem eles não seria possível um hospital limpo, uma rua limpa, um supermercado, um lar e tantas mais.

Por isso é urgente a sociedade, olhar os auxiliares de limpeza, como trabalhadores essenciais a todos nós.

 

A todos Muito Obrigado.

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22
Jul21

Paredes de vento


Isaurinda baltazar

Na casa, com paredes de vento, e telhado de estrelas, janelas de nevoeiro.

No chão a terra.

Na casa estrelada, onde a luz não pede licença.

E as paredes falam com a floresta.

Nasceu a felicidade, na pureza do universo.

Felicidade onde floresce o amor e a paz.

Banhada pela fonte esquecida.

Vive na casa com paredes de vento.

Caminha na floresta, onde acaricia todas as formas de vida.

Felicidade na casa onde sonha, adormecida pela luz das estrelas.

Está presente em todo o lado.

Felicidade vive na simplicidade da vida.

E quando chega, estrela vira constelação.

E a luz se transforma em clarão.

A felicidade é recebida por todos, de coração e alma.

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15
Jul21

Alzheimer


Isaurinda baltazar

Uma realidade na vida de tanta gente.

Uma linha, que junta passado e presente, e ao mesmo tempo deixa a realidade escondida, por detrás de um véu.

Alzheimer é uma doença, onde o passado se faz presente, e o passado presente, e o presente vive no passado.

É como se o tempo parasse, numa determinada altura, e essa época que vivem. Distantes, numa realidade paralela.

Vivem o tempo de agora, e o tempo que já passou.

Ontem estive ao lado, de uma pessoa com Alzheimer, que têm 80 e tal anos.

Onde ela pediu há filha, para ligar à mãe, porque no lugar onde ela estava, devia ter o telemóvel.

Na outra noite, pediu fósforos para acender o candeeiro electrico.

É uma linha no tempo, que fica à deriva , e junta o presente com o passado.

É triste, é muito complicado, são pessoas que vivem numa agitação sem explicação.

E os cuidadores, têm de se adaptar aos desmandos da doença.

E muitas vezes esquecidos, onde deviam ser enaltecidos por o trabalho que fazem por amor.

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