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Despertarosentir

Despertarosentir

Luz

17
Ago21

Espera


Isaurinda baltazar

Tantas vezes te esperei.

Tantas vezes, tantos anos.

Sem saber, eu esperava.

Não sei porque esperava.

Esperava, apenas.

Hoje que já não espero.

Surges devagar.

A invadir a minha alma.

Recebo a tua luz.

Recebo o teu poder.

Hoje recebo o mistério da tua essência.

Hoje agradeço, esperar tanto tempo.

Tantos anos.

Sem saber, eu sabia que um dia chegarias.

Este é o dia do renascimento.

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16
Ago21

Calor no Alentejo


Isaurinda baltazar

Depois de um calor abrasador, preciso escrever.

Na minha aldeia, no alentejo é óbvio!

Onde o verão é um martírio, para mim.

Não gosto do calor, e temperaturas de 45 graus bem!

Impossível e ao contrário do que se diz, que os alentejanos já estão habituados ao calor, não é bem assim. Os alentejanos suportam o calor!

Estive 10 anos longe do alentejo, e estou aqui à quase 10.

Nasci no Alentejo e gosto desta terra.

Mas o verão! Não se aguenta.

Chega uma hora que não à paciência, para nada.

E escrever então...

12
Ago21

Maus tratos


Isaurinda baltazar

Acabei de ler uma notícia que me deixou, completamente à toa.

Fala de uma homenagem ao toureiro, João Moura.

E como é possível, alguém com processos em tribunal, por maus tratos aos animais, mais concretamente aos cães, pois a tourada também é um espetáculo de crueldade extrema.

Uma pessoa que deixa os cães morrerem à fome, e ainda ser enaltecido, não percebo!

Sei de pessoas, que sabem que o senhor vendia cães a milhares de euros.

Quando não deram mais lucro, deixa eles morrerem à fome.

Numa altura que até ter um cão, preso a uma corrente é crime!

Isto afinal o que é?

11
Ago21

Lenda da praia da rocha


Isaurinda baltazar

Conta-se que uma menina brincava com as ondas, quando o mar lhe contou a história.

Era uma vez um pescador, um serrano e uma sereia.

Encontraram-se os três, o mar disse, que o pescador era o seu próprio espírito, o serrano o espírito da serra e a sereia a beleza.

A sereia chegou e ficou a descansar nas areias. O pescador, de cabelos de algas.

Não gostou e disse, que tudo ali era dele, foi o mar que criou este sítio e eu sou filho do mar.

A sereia sorriu, de tal forma que o deixou apaixonado.

E na magia entre os dois, o pescador deixou ficar a sereia, ofereceu aquele lugar, como sendo seu.

Ao longe uma voz disse:

- Não dês o que não é teu, pescador! Esta terra é da montanha que a criou! Eu sou filho da serra e tudo o que vês me pertence.

O pescador disse:

- Que podes tu e a serra contra o poder de meu pai, contra as ondas sem dono.

- Tenta tu subir a serra! Mais poderoso sou eu, quando quiser, posso criar montanhas dentro do mar.

O mar tentava acalmar as ondas, a serra agitava os pinheiros.

A sereia esperava, pois queria descansar.

Os dois rivais afastaram-se, um entrou pelo mar dentro, o outro subiu a serra.

A sereia decorou a casa de beleza, fantasia e poesia.

O pescador chegou primeiro, trouxe o mar, e estendeu a seus pés, abriu-lhe as ondas, para que visse as suas cores. Levantou ondas indomáveis, onde gemiam naus desfeitas de lágrimas de marinheiros.

Fez o mar verde suave à bordinha, azul profundo lá de longe.

Longo e longínquo, ao anoitecer pintou uma estrada cor de fogo e dourou-o todo. À noite um manto negro com a estrada de prata, desde a sereia até ao fim do mundo.

Tudo isto é o meu mar, e é teu sereia! 

E a sereia não sabia o que disser.

A voz rude do serrano, despertou a sereia do mar à terra.

- Quero-te comigo, dou-te um trono de pedra lá no alto do mundo.

Pedi ao vento que te embale o sono, ao sol que te aqueça os dias, e às fontes que te refresquem.

Serás a rainha da serra.

- Chegaste tarde serrano! Já me sinto a rainha do mar.

O universo tremeu, o serrano levou a mão ao peito.

Enormes rochedos cairam no mar, em volta da sereia.

Se a sereia não subia a serra, a serra descia ao mar.

O mar zangado, atirou-se às rochas, durante dias e noites.

Contou-me o mar que um dia cansada de tanta luta, a sereia pediu ao futuro, que ali passou para que o mar e a serra fizessem as pazes.

Eles acalmaram, mas a sereia não ficou com nenhum, e transformou-se para sempre numa areia tão fina como não há outra igual.

É esta a lenda que o mar contou há menina, que brincava com as ondas, na praia da rocha.

10
Ago21

A voz


Isaurinda baltazar

A voz do vento, contou-me histórias de outrora.

Sussurou baixinho de um mundo encantado.

Um mundo onde os astros e as divinas madrugadas, dançam ao som dos mares.

Um mundo divino, onde a luz dá vida à natureza.

Um mundo onde o luar desponta, e o sol descansa.

Este mundo de flores, nuvens, estrelas e mares.

Está no passado.

O vento contou-me, visões extraordinárias de um mundo perdido, no tempo que já não volta.

Foi o que disse o vento.

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06
Ago21

História


Isaurinda baltazar

Um dia um rapaz perguntou a um sábio:

-o que pode destruir uma amizade?

O tempo? A distância? Ou a eternidade?

O sábio respondeu: nenhum dos três.

A amizade cresce no tempo, vive na distância e permanece na eternidade!

01
Ago21

Efeitos da pandemia


Isaurinda baltazar

Tenho notado ultimamente, ou melhor desde a pandemia, que muita gente anda há descoberta do seu País.

Encontram aldeias perdidas, ribeiros, praias fluviais e muito mais...

Noto uma procura desenfreada, por algo que ainda ninguém viu.

Tiram fotos a casas velhas, como se conseguissem decifrar a história das paredes.

Procuram saciar a curiosidade, pelo desconhecido. Hoje até visitam quintas e montes, que sempre estiveram ali.

Eu pergunto, o que procuram?

Tudo têm história, mistério e isso o tempo apagou grande parte.

Porque não! Serem pastores por um dia!

Ou agricultores!

Mas certamente, será uma mais valia, para o desenvolvimento das terras pequenas. Que actualmente estão lotadas de imigrantes " trabalhadores rurais ".

E por falar em turismo, encontrei esta fonte com azulejos antigos, junto à Nacional 2.

Alguém viu?

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