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Despertarosentir

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Luz

29
Mar21

Palavras de antigamente Alentejanas


Isaurinda baltazar

Naquele dia, peguei no atilho mas não chegou, prantei mais um baraso, encontrei uma chapada, difícil de subir. Peguei num bordão, e senti que estava tanta calma, que queimava a pele.

Veio o zanganilho, e logo atrás o espojinho. Tive de fugir por uma vereda, e fui dar a um barranco, passei a pinguela, para o outro lado, e fiquei em cima da barreira um cadinho. Voltei à vereda e fiquei enliada nos tanganhos.

Perdi o atilho e o barasinho no meio, deste desnorteamento, apoquentada, tinha um chapéu, e derepente começou a chover, metade do chapéu molhado, e outra metade enxuta.

Com a chuva passou a calma.

E corri ladeira abaixo, cheguei escalfada, sem trambelho para saber onde estava.

Olhei a casa e disse: Calhabo é aquilo!

Tão desnorteada pensei, ou os astros abaixaram, ou a terra levantou.

Valha-me Deus que eu não sei onde estou!

 

 

Agora seria assim.

Valha-me Deus que eu não sei onde estou.

Ou os astros abaixaram, ou a terra levantou.

Olhei a casa e admirada, pensei voltar atrás, no caminho onde o sol estava quente.

Já mais calma comecei a andar.

Desci o monte, passei a ponte pequena de madeira no riacho.

E encontrei a corda e o cordel, passei por a lenha no meio do caminho estreito.

O vento mais forte, acalmou o calor.

No caminho, a encosta ficou com o ramo, que serviu de bordão.

E assim naquela dia, deixei a corda e o cordel no lugar deles.

E voltei a casa.

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